quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
São Paulo, Minas, Piauí e Pará sob a ótica de seis fotográfos viajantes
Paragens é o resultado de ensaios realizados no interior do país por seis jovens fotógrafos. Na busca por algum local onde fosse possível navegar em águas mais tranqüilas e produtivas coube a cada um escolher seu destino e como fotografá-lo.
Há nessa exposição a mescla de processos fotográficos que vão desde técnicas do século XIX como vandyke, goma bicromatada, passando por cromos, negativos, e fotografia digitais.
Periferia de São Paulo, centro e sul de Minas Gerais, norte do Piauí e oeste do Pará foram as paragens escolhidas.
Fotógrafos: Dayan de Castro, Gustavo Morita, Lila Batista, Fabio Setimio, Marcia Lima, Pedro Marinho.
Exposição: Paragens
Local: Shopping Center 3, Piso Paulista, Av Paulista 2064.
Abertura: 3 de dezembro de 2009 as 20hs
Visitação: 4 a 14 de dezembro de 2009 das 10 as 22hs
Workshop de Adobe Lightroom ganha versão especial com Alex Villegas em SP. Curso revela recursos do Lightroom 3 beta
O Adobe Lightroom é um dos aplicativos mais populares entre os fotógrafos, por sua versatilidade, poder de processamento e facilidade de uso.
Gerenciando todo o processo fotográfico, da captura ao arquivamento final, o Lightroom tem facilitado enormemente a vida de todo profissional que sabe utilizar seus recursos.
O curso será ministrado pelo fotógrafo Alex Villegas, um dos mais reconhecidos profissionais da área quando o assunto é edição e tratamento de imagens. As aulas acontecem no Instituto Internacional de Fotografia nos dias 14 e 15 de dezembro, em São Paulo. Serão 16 horas de aula, voltadas ao estudo de todos os recursos do Lightroom, além de dicas para facilitar o uso cotidiano do software e uma breve experiência no Lightroom 3, que está em pleno desenvolvimento!
Alguns dos tópicos abordados são:
- Importação de imagens;
- Fluxos de edição para eventos sociais, moda e publicidade;
- Identificação e catalogação com metadados e keywords;
- Tratamento de imagens em grandes volumes;
- Tratamento mais especializado;
- Tudo sobre o processamento de imagens RAW no Lightroom;
- Gerenciamento de cores e impressão;
- Formatos de arquivo;
- Espaços de cor;
- Fluxo de trabalho em geral;
- Produção de slideshows e galerias de web;
- Principais plugins para Lightroom;
- Criação, instalação e compartilhamento de presets;
- Os novos recursos do Lightroom 3 beta.
O workshop tem 15 vagas disponíveis e uma oferta interessante no site do Alex Villegas, confira, aqui!
Mostra inédita leva ao público mais de 50 imagens de registros do futebol ao redor do mundo
Fonte: Museu do Futebol
Quem gosta de futebol, não pode perder a exposição "Ora, Bolas! O Futebol Pelo Mundo" que começa nesta sexta-feira, 5, no Museu do Futebol, instituição do Governo do Estado de São Paulo. Com patrocínio da Adidas, a exposição traz 51 fotos que mostram como um jogo de futebol pode ser improvisado em plena Muralha da China ou em um mosteiro budista em Mianmar.
Das imagens reunidas, 37 são do fotógrafo Caio Vilela, que pela primeira vez terá suas fotos expostas. As outras fazem parte das coleções editoriais e criativas da Getty Images Brasil, uma das mais respeitadas agências de criação e distribuição de conteúdo visual e multimídia. A mostra conta também com o apoio da Epson do Brasil para a impressão das fotos e fornecimento dos projetores utilizados na exposição.
Vídeos e textos levam aos visitantes informações e curiosidades sobre o futebol jogado em 24 países, como Iemên, Suazilândia e Camboja, entre outros. Os visitantes também terão a oportunidade de conferir uma vitrine com os modelos das 11 bolas, fabricadas pela Adidas, das Copas do Mundo de 1970 até 2010.
As imagens retratam como a paixão pelo futebol é capaz de unir diferentes povos. "Não é difícil entender por que o futebol é um fenômeno mundial", diz Caio Vilela. "Jogar ou assistir, xingar ou aplaudir, brilhar ou trapacear. Há várias formas de participar", completa.
Caio começou a registrar o futebol de rua há cinco anos, durante suas viagens como jornalista da área de turismo. Durante esse tempo, flagrou curiosidades do esporte pelos cinco continentes. Suas fotos foram publicadas no livro "Futebol sem Fronteiras" (Panda Books), e tem seu lançamento marcado para o mesmo dia da abertura da mostra.
Para completar a mostra, a artista convidada Regina Silveira terá a sua obra "O Jogador" (1981) exposta ao público. Professora da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), a artista é conhecida desde a década de 1980 por obras que exploram perspectivas e sombras a partir do uso de diversos materiais.
A exposição pretende trazer ao visitante a cultura e os costumes de outros países e mostrar como o esporte aproxima as sociedades. A curadoria fica a cargo do jornalista esportivo e apresentador da ESPN, Marcelo Duarte e do designer e editor de arte de diversas publicações, Augusto Lins Soares.
Serviço
Exposição Ora, Bolas! O Futebol Pelo Mundo
De 5 de dezembro a 14 de março
Lançamento do livro "Futebol Sem Fronteiras - Retratos da Bola ao redor do Mundo", de Caio Vilela
Dia: 5 de dezembro, às 15 horas no Auditório do Museu do Futebol. Com palestra do autor e presença do curador da exposição, Marcelo Duarte
Museu do Futebol
Local: Estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/n)
Preço: R$ 6,00 (R$ 3,00 a meia entrada para estudantes e idosos)
Entrada gratuita às quintas-feiras
Horário: das 10 às 18 horas
Bilheteria: das 10 às 17 horas
Site: www.museudofutebol.org.br
Telefone: (11) 3663-3848
*Consulte o horário em dias de jogos
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Calendário Pirelli 2010 consagra as belezas naturais do Brasil e evoca talento de Terry Richardson
Fonte: IOL Diário
A Pirelli apresentou o seu calendário para 2010, desta vez da responsabilidade do fotógrafo americano Terry Richardson, que veio até ao Brasil tentar fazer justiça à tradição de qualidade desta publicação.
Nas 30 imagens alusivas aos meses de 2010, Richardson retrata um regresso a um Eros puro e jocoso. Através da sua lente, persegue fantasias e provocações, mas com uma simplicidade que modela e captura o lado mais claro e brilhante da feminilidade. Retrata uma mulher que é cativante porque é natural, que joga com estereótipos para os desfazer, que faz da ironia o único véu com que se cobre», explica a marca em comunicado.
VEJA AQUI AS FOTOS (bastidores)
Este é um regresso às atmosferas naturais, autênticas, dos anos 60 e 70 do século passado. É uma clara homenagem às origens do Calendário, um regresso às primeiras edições de Robert Freeman (1964), Brian Duffy (1965) e Harry Peccinotti (1968 e 1969). Terry Richardson, tal como os seus ilustres antecessores, escolheu um tipo simples de fotografia, sem retoques, onde a naturalidade prevalece sobre a técnica e se torna a chave para remover os excessos artificiais, em voga hoje em dia, para revelar a verdadeira mulher que existe por debaixo.
O galo, o sabre, os jactos de água e os pneus velhos tornam-se os sinais de pontuação para dar ritmo e harmonia à história contada por Richardson, em que sugestões da Pop Art que inspirou algumas das primeiras edições do Calendário se fundem com um Eros característico deste fotógrafo americano, aquele Eros que, no 2010 Cal, só é evocado ligeiramente, através de alusões que Richardson usa para troçar das convenções, dando forma e carnalidade a coisas tabu.
"A minha técnica é a ausência de técnica: a lente é o meu olho, o meu carisma, a minha capacidade de capturar momentos de verdade, sejam eles quais forem, ângulos de imagem, uso da cor, luz, cenário esses sempre foram os aspectos essenciais da minha arte fotográfica", explica o fotógrafo.
Onze modelos aparecem no Calendário: Catherine McNeil, Abbey Lee Kershaw e Miranda Kerr da Austrália, Eniko Mihalik da Hungria, Marloes Horst da Holanda, Lily Cole, Daisy Lowe, e Rosie Huntingdon do Reino Unido, Georgina Stojilijtoric da Sérvia e duas naturais do Brasil, Gracie Carvalho e Ana Beatriz Barros.
Veja 5 imagens que já fazem parte da publicação:



Fotógrafo Araquém Alcântara revela um Brasil perdido no tempo em livro com 90 imagens em preto e branco
Sertão Sem Fim, o novo livro do fotógrafo Araquém Alcântara é uma obra diferenciada, com 90 fotos em preto e branco, registradas com equipamento semelhante ao que usava no início de sua carreira, 40 anos atrás: uma câmera Leica, totalmente manual, três lentes e incontáveis rolos de filme Tri-X Pan, um clássico em p&b da Kodak. Posteriormente, as fotos foram tratadas digitalmente, impressas em papel especial italiano Garda Pat com técnica gráfica apurada, e impressionam pela delicada gradação de tons.
Araquém Alcântara é o notório fotógrafo da natureza brasileira. Já lançou mais de 40 livros, sempre investigando o Brasil, da Mata Atlântica, onde começou há quase 40 anos, à Amazônia, num conjunto que compõe um vasto atlas iconográfico da diversidade animal e vegetal do país. Com este novo "Sertão sem Fim" inova com a revelação de seres humanos tão próprios de uma terra que parecem estar engolindo um ao outro.
A noite de autógrafos acontece em São Paulo em 15 de dezembro, terça-feira, a partir das 18h, na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731, tel.: 11.3062.1063).
O livro tem texto de apresentação do fotógrafo Eder Chiodetto, que também assina com Araquém a edição das imagens, além do ensaio "O Imaginário do Sertão", de Walnice Nogueira Galvão, professora de teoria literária e literatura comparada da USP, autora de mais de 30 obras, 12 delas dedicadas a Euclides da Cunha e a Canudos. O projeto gráfico é de Victor Burton.
Sertão Sem Fim (Editora Terra Brasil) tem 176 páginas, com 90 fotos, formato de 30 cm x 31 cm, tiragem de 3 mil exemplares e será comercializado em duas versões: capa dura (R$ 120,00) e edição de luxo (R$ 140,00). O livro foi patrocinado pela empresa Qualicorp.
A feitura da obra consumiu dois anos de trabalho, sendo o de 2008 dedicado à concepção e ao planejamento, e o de 2009 às 12 peregrinações empreendidas por oito estados brasileiros, somente por estradas de terras, em busca dos vestígios de um mundo perdido no tempo, entre o norte de Minas e o Piauí, onde Araquém transformou em imagens a aridez tantas vezes cantada por Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos, Ariano Suassuna e João Cabral de Melo Neto.
Araquém é o melhor narrador da sua jornada: "Escolhi mapear o sertão como espaço geográfico o mais desabitado possível, a partir do norte de Minas e depois os interiores de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará, lugares que não estão no mapa, esquecidos pela civilização mais que ainda mantém uma natureza primordial e intocada. No livro está o sertão de terra dura, ocre, agreste, banhado pelo sol escaldante, de estradas empoeiradas, lajedos e pedras calcinadas... Pobreza, fome, seca, fadiga, o amor e o sangue, a possessão das terras, as lutas pelas cabras e carneiros, a vida e a morte, tudo que é elementar no homem está presente nesta terra perdida", conclui o fotógrafo.
Com liberdade total, sem nenhum compromisso comercial e amparado pelo patrocínio da empresa Qualicorp, Araquém aventurou-se com a Leica R 6.2 para seus destinos.
Escolheu máquina e filmes semelhantes aos que usava no início de sua carreira, 40 anos atrás, e aventurou-se com uma Leica R 6.2, totalmente manual, três lentes e incontáveis rolos de filme Tri-X, um clássico em preto e branco da Kodak.
O resultado são fotos de um país que até hoje a maioria dos brasileiros desconhece. Mostra cenários - e, sobretudo, personagens - que ainda hoje não estão na TV ou na internet apesar de toda diversidade de conteúdo e o alcance dessas mídias.
Sertão Sem Fim retrata um Brasil ocre, seco, espinhoso. Onde a poeira levanta para os cavalos em disparada e volta a se acomodar como moldura do casebre e dos cactos. Onde o vaqueiro ostenta o traje de couro gasto, mas só nas poucas ocasiões rituais. Onde o único sonho ainda é o de um dia sentir a água correndo fresca e livre.
Araquém eterniza lugares e personagens que parecem coisa da ficção mas são reais. Seu Nozinho de Cedrolândia é um ícone desse sertão. Assim como senhoras religiosas e os demais passantes de Acaba Vida, Compra Fiado, Buriti Cristalino e Cachoeira do Borudué, entre outras localidades que sim, existem de fato.


