
A Aliança Francesa e a Câmara de Comércio França-Brasil apresentam o concurso de nacional de webfotografia Prix Photo Web Aliança Francesa, com premiação de R$ 10.000,00.
Com o tema Culturas Urbanas como Fator de Integração Soial e tendo como convidado de honra Marc Riboud – renomado fotógrafo francês que documenta a história dos povos de todos o cantos do mundo de forma realista e humanitária, o concurso busca um olhar atuante no combate das diferenças sociais através da cultura e da arte.
PRIX PHOTO WEB ALIANÇA FRANCESA
A intenção da Aliança Francesa é ainda de promover a fotografia como patrimônio visual, documental e artístico da cultura franco-brasileira, visando estimular o pensamento crítico e contemporâneo expresso por meio de imagens, além de estimular o intercâmbio cultural entre os moradores do Brasil e da França.
Três fotógrafos serão premiados pelo Prix Photo Web Aliança Francesa. Dois, um francês e um brasileiro, serão eleitos pelo júri oficial e o terceiro será escolhido por júri popular através de votação pelo site do concurso.
Cada um dos vencedores escolhidos pelo júri oficial receberá um prêmio de R$ 10.000,00 (dez mil reais) em dinheiro, e o vencedor eleito pelo júri popular receberá uma passagem aérea Paris/RJ e RJ/Paris da Air France. Além disso os três terão seus portfólios fazendo parte de uma exposição itinerante pelas Alianças Francesas do Brasil em março de 2011.
FIQUE DE OLHO NO CALENDÁRIO DE PRAZOS
As inscrições estão abertas e o prazo final, inclusive para postagem do Termo de Cessão é no dia 17 de setembro.
A pré-seleção do júri oficial acontece no dia 20 de outubro e o anúncio dos 12 fotógrafos pré-selecionados e início da votação do júri popular no dia 1° de novembro.
Os nomes dos três vencedores serão divulgados no dia 25 de novembro de 2010.
Serviço
ALIANÇA FRANCESA
Alameda Prudente de Morais, 1101
Centro, Curitiba – PR
Fone: 41. 3223-4457
Fax: 41. 3223-4172
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Concurso de fotografia da Aliança Francesa dá premio de dez mil reais
Ensaio fotográfico leva pais e filhos ao Jardim Botânico
No próximo dia 19 de setembro, domingo, a partir das 16 horas, José Inacio Parente inaugura a exposição de fotografias “Um Mundo de Pais”, no Centro de Visitantes do Jardim Botânico, Rio de Janeiro. A visitação acontece até o dia 17 de outubro.
São 52 painéis tamanho 50 x 70 cm de imagens que enfocam pais e filhos, captadas nos últimos cinco anos. Integram também a exposição 12 fotografias antigas e retratos de família (1890 a 1920) de sua coleção particular, que fizeram parte da exposição Retratos de Família (Caixa Cultural/Brasília 2008). O material monta um contraponto e serve como um olhar para as mudanças na família e na paternidade neste século.
José Inacio, psicanalista e fotógrafo, tem trabalhado a questão da paternidade sob diversos pontos de vista. Unindo a sua experiência clínica ao ofício do fotógrafo, percorreu diferentes lugares, nas várias viagens que fez nos últimos anos. Famílias de diversas regiões do Brasil, países da Europa, Cuba e Índia foram fotografadas. Da última viagem à Índia, José Inacio pinçou muitas imagens para essa exposição, como as da região do Rajasthan, desertos como o de Shekhawati, cidades sagradas e de peregrinação como Varanasi, Jaipur e Agra. Há flagras também da viagem que fez anteriormente pela região da Bengala na Índia Oriental, quando realizou o filme-documentário Mulaqat. São fotografias de pais e filhos de mais de 20 nacionalidades.
Em seu acervo constam mais de 5 mil fotografias, dos mais diferentes pais e países e nas mais diversas situações. Mas, ao final, verifica-se que elas têm uma coisa em comum: o sorriso estampado no rosto dos homens, testemunho do prazer e do orgulho pela paternidade. “Ser pai é mesmo o melhor presente”, confirma Inácio.
José Inacio publicou, sobre o mesmo tema, o livro Pai Presente (Rio de Janeiro, Interior Produções, 2006).
Serviço
UM MUNDO DE PAIS – 52 fotos de Jose Inácio Parente.
Local: Jardim Botânico/Centro de Visitantes
Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – tel.: 3874-1808/1214.
Horário: Diariamente, das 8h às 17.
Ingressos: R$ 5. Até 17 de outubro de 2010.
Para mais informações: montemorpatricia@gmail.com
(21) 2239-4691
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A fotografia como Terapia
Por: Yuri Bittar
Estou envolvido com a fotografia desde 1997 e de forma muito intensa desde 2007. Nestes últimos anos, especialmente depois que comecei a dar aulas de fotografia, comecei a perceber que a fotografia muitas vezes tem um forte efeito terapêutico. Esse efeito terapêutico se manifesta de diferentes formas, dependendo da pessoa, de sua vida e de como ela se envolve com esta arte-técnica de escrever com a luz, fotografia.
Foto: Yuri BittarVou então fazer uma proposta, essa terapia pode acontecer de três forma, momento de lazer, oportunidade para relacionamento humano ou busca de auto-conhecimento.
Momento de lazer
Para muitas pessoas o dia-a-dia é corrido e estressante, sem momentos dedicados a si mesmo. Dedicam-se ao trabalho, à família e quando muito aos estudos. Claro que trabalho, família e estudos são, ou deveriam ser, coisas boas e da maior importância. Mas é preciso ter momentos dedicados a si mesmo, momentos de se fazer algo que não precisa ser feito, mas que é prazeroso, e para cada um essa atividade varia, e é o que se chama de “hobby”, ou seja, uma atividade que não é trabalho, mas é levada a sério, à qual se dedica tempo, esforço e até dinheiro, simplesmente pela paixão.
A fotografia cada vez mais permite às pessoas terem esse momento de lazer, praticar a criatividade, registrar momentos, se aprofundar em temas...
Oportunidade para relacionamento humano
A fotografia também tem aproximado pessoas. Seja nos sites de compartilhamento de imagens, blogs, ou em encontros e saídas fotográficas, uma paixão em comum permite o surgimento de novas amizades, andanças pela cidade, observação do olhar do outro. Com a fotografia como assunto todos nós, especialmente os mais tímidos, podemos melhorar nosso relacionamento com outros.
Busca de auto-conhecimento
Aqui creio que está o maior potencial da fotografia como terapia, possibilitar a reflexão, ou seja, o olhar para dentro de si. Sair por ai fotografando, parando para ver, prestando atenção no lugar em que você vive, já seria um ótimo exercício de auto-conhecimento, mas em alguns casos é até mais que isso.
Ao se concentrar para observar o mundo também olhamos para dentro e nos vemos melhor. O exercício de buscar nossa própria linguagem e a seleção de momentos e imagens que fazemos, nos levam a entender melhor como pensamos. Sim, pois nem todos costumam parar para prestar atenção e perceber como pensam. Não temos o habito de nos conhecer e buscar descobrir uma forma pessoal de comunicação.
Parar e perceber que se gosta de fotografia já é um primeiro passo, é perceber um gosto, algo que lhe dá prazer. Mas não basta isso. É preciso realizar a experiência, seja pelo prazer de realizar uma atividade querida, seja pela realização de uma experiência verdadeira. Como defende Larosa (1), se deixar ser campo para um acontecimento, se deixar ser tocado e até levado e assim ser verdadeiramente alterado.
Cada vez que paramos para fotografar, se fazemos isso com o coração, somos afetados, ou seja, isto atinge nosso lado afetivo, o lado dos sentimentos, da emoção, o lado que nos permite um real contato com outras pessoas, com o mundo e até com Deus. E sim, digo com o coração, pois creio que devemos ir onde o coração nos manda, como em “Vá onde seu coração mandar” (2), onde uma avó revê sua vida e percebe que tomou o rumo errado, que não foi o rumo do coração. Mas como no livro sempre há tempo para retomarmos esse rumo, como nos explica o professor Dante Marcello Claramonte Gallian (3), numa belíssima reflexão sobre a santidade, ou seja, o caminho ideal para a vida.
Muitas pessoas usam a fotografia para se expressar, quando muitas vezes de outras formas não dão conta de extravasar, passar uma mensagem, até para si mesmos. A fotografia digital tornou o auto-retrato mais presente, e as vezes essa é uma forma de mostrar sentimentos difíceis de expressarem em palavras. É uma forma de se reconhecer, de se entender.
Foto: Silvia Soldi Referências:
1. Larrosa, Bondia, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista. Brasileira de Educação. Campinas: Autores Associados, nº 19. p. 20-28. Jan./Abr. 2002
2. Tamaro, Susanna. Vá Aonde Seu Coração Mandar. Rocco, __________, 1995
3. Gallian, Dante Marcello Claramonte. Dá, pois, a teu servo um coração que escuta... http://labhum.blogspot.com/2009/12/da-pois-teu-servo-um-coracao-que-escuta.html
Yuri Bittar
Designer / Fotógrafo / Historiador
http://www.yuribittar.com/
http://fotoideia.blogspot.com
http://www.flickr.com/photos/yuribittar
http://labhum.blogspot.com/
Paraty em Foco deste ano discutirá o valor da fotográfia no meio ambiente
Fonte: O Estado
Inventários da Terra é o tema central desta 6.ª edição do Paraty em Foco, que ocorre de 15 a 19 de setembro. O festival tem-se firmado como um dos mais importantes do País e a cada ano se aprofunda na reflexão do papel da fotografia na sociedade contemporânea, discutindo de que forma estamos retratando ou interpretando nosso planeta, que imagens estamos criando. Sua função plural - assim como também é o festival - será discutida nas exposições, palestras e workshops durante os cinco dias na cidade fluminense de Paraty. Serão dez mostras nacionais e internacionais, 20 workshops, 14 entrevistas ao vivo, mais noites de projeções e leilão de fotos.
Este ano a ênfase é nos jovens expoentes, como o argentino Alejandro Chaskielberg, mas sem deixar de criar um paralelo com artistas que há mais de 20 anos já discutem em suas obras o papel da imagem e sua ressignificação na atualidade. É o caso de fotógrafos como o francês George Rousse ou do italiano Olivo Barbieri, que fazem da arquitetura da cidade seu tema de interesse, criando jogos e brincadeiras ópticas que nos levam a indagar a criação imagética. O paradoxo desses trabalhos é a ênfase na arte tecnológica, onde o "truque" fica às vezes mais interessante do que o conteúdo.
É o uso e abuso dos recursos técnicos que, por outro lado, são inerentes à linguagem fotográfica. Mas não só. Da Holanda chega a agência fotográfica Noor, que traz a exposição Consequence, apresentando sob o ponto de vista dos nove fotógrafos afiliados o impacto e as consequências da ação humana sobre o planeta. A exposição foi exibida oficialmente no fim do ano passado em Copenhague. Outro coletivo que também se apresenta é o português Kameraphoto: "Conhecemos muito pouco da fotografia portuguesa, e esta é uma forma de nos reaproximarmos de Portugal", comenta por telefone Iatã Cannabrava, coordenador de programação do Festival.
Uma exposição de fotos de Maureen Bisilliat também está prevista para a Galeria Zoom. O Brasil está presente ainda nos trabalhos de Bob Wolfenson, Anderson Schneider (DF), Jonne Roriz (SP), Francilins (MG), Rubens Mano (SP), André Vieira (RJ) e Cris Bierrenbach (SP). A programação poderá ser acompanhada diretamente no site do Paraty Em Foco: www.paratyemfoco.com.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Rosso nel cielo
Por: Rodrigo Favero - @rodrigofavero
Confira todos os posts do colaborador na seção: LOMOGRAFIA
O céu tem um poder grande sobre nós, quem nunca parou um pouco e ficou olhando para o alto, as nuances das tonalidades azuladas, o passar das nuvens e as formas infinitas de significados que elas no fazem pensar.
Realmente o céu tem uma vasta amplitude espacial, de emoções que nos passa. Seja limpo, com nuvens, chuvoso, com aviões indo de um lado para o outro, cheio de fios elétricos e postes tortos, tudo serve para preencher os olhos e formar uma paisagem ainda mais interessante de ser percebida.
Algo que aprendi ao longo do tempo e que a lomografia me ajudou a reforçar foi como olhar diretamente para o Sol pode nos fazer enxergar mais do que pensamos. Claro que não to pedindo pra você fazer isso literalmente, mas com uma câmera tudo é possível e você verá como os raios irão manchar e rasgar o filme fotográfico.
Experimente um filme redscale, o resultado final irá explodir a sua cabeça e fazer todo mundo babar com as tonalidades e texturas conseguidas. Alguns filmes mais antigos ou câmeras com pequenos defeitos podem fazer riscos no ato de avançar o frame, isso vai deixar a brincadeira ainda mais interessante, tons roxos e azulados irão surgir onde menos se espera, um ar vintage-científico dominará as imagens.
Rotacione, coloque de cabeça para baixo, de lado, faça sobreposições; assim como o céu, as possibilidades são grandes, muuuuito grandes e nunca estabeleça limites e muito menos
padrões para o que deve ser feito. Chega a ser engraçado como fotografar algo tão imenso, vasto e vazio, pode ser um grande divisor de águas em como encaramos e vemos o nosso redor, as
informações que nos são trazidas.
Posso dizer que sou um profundo defensor de um céu vermelho, a intensidade que isso proporciona e como nos faz pensar não deixa dúvidas na forma de abordar um tema tão comum e forte. Ateio fogo no que está sob sua cabeça também!




