Por: Rodrigo Favero - @rodrigofavero
Confira todos os posts do colaborador na seção: LOMOGRAFIA
Vício em maior ou menor grau acredito que todos temos. Seja por substâncias ilícitas e perigosas passando por pessoas que adoram comprar meias ou mesmo canecas. Mas graças a Deus nem tudo precisa ser o extremo de um ou outro, pode ser algo mais simples e até bobo, como câmeras fotográficas. Eu pelo menos estou nessa, tentando ($$$) fazer aumentar minha coleção, meu foco no momento são as lomográficas, por tudo que carregam, seja no design, na característica de cada máquina, na embalagem toda estilosa ou ainda pelo resultado final entregue.
Conheço pessoas que gostam de colecionar filmes vencidos, outros que adoram alças variadas, coloridas e ainda os que não deixam a oportunidade de ter qualquer traquitana e bujiganga do tipo como chaveiros, camisetas, botons, gosto e variedade é o que não falta.
A câmera que mais tem variações com certeza é a Holga com inúmeras cores, seja vermelha, verde-militar, preto, multi-colorida, 35mm, com ou sem flash, a incrível dual-lente com efeito 3D, fora os modelos limitados como a do White Stripes onde foram produzidas apenas 3.000 unidades. Com certeza deixa a estante de qualquer um muito mais numerosa e colorida e é por onde eu sempre indico os iniciantes nessa jornada.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Vontade (in) Controlável
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Exposição: Será que fotografia é somente presença e ausência de luz?

A exposição “Passeios pelo Invisível – exposição fotográfica realizada por pessoas com deficiência visual” mostra que a fotografia é um modo de expressão artística e de inserção social. Além de luz, a fotografia é uma produção cultural que pode ser sentida com os olhos, com os ouvidos e com as mãos.
Os 14 trabalhos fotográficos produzidos por alunos do Lar Escola Santa Luzia para Cegos de Bauru (SP) têm a capacidade de quebrar preconceitos e mostrar uma das inúmeras possibilidades de participação na sociedade. Essas fotografias são o resultado de encontros sobre a fotografia orientadas por Júlio Riccó, mestrando do Instituto de Artes da UNESP – Campus São Paulo e voluntário na entidade. Segundo Riccó, “a exposição apresentara um pequeno recorte dos processos e procedimentos artísticos aplicados aos participantes dos encontros, identificando a importância de compreender as diferentes formas do ver por meio da fotografia”.
Sendo a exposição “Passeios pelo Invisível – fotografias feitas por pessoas com deficiência visual” uma produção artística para pessoas com e sem deficiência visual, ela possui recursos de acessibilidade como audiodescrição e fotografias táteis. Os visitantes da exposição são convidados a experimentarem os trabalhos fotográficos através do uso da visão, da audição e do tato.
Segundo explica Flávia Oliveira Machado, mestranda da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP e voluntária do Lar Santa Luzia, “a audiodescrição irá narrar descritivamente as fotografias possibilitando o acesso às informações visuais para aqueles que não as conseguem perceber ou compreender”. Além da audiodescrição, haverá trechos de depoimentos dos próprios participantes da exposição sobre o trabalho realizado.
A exposição “Passeios pelo Invisível – fotografias feitas por pessoas com deficiência visual”, além de mostrar uma produção artística de alunos do Lar Escola Santa Luzia para Cegos, pretende garantir a acessibilidade e motivar novas experiências de inserção social de pessoas com deficiência ao mostrarem suas habilidades e possibilidades de expressão artística.
Serviço
Exposição fotográfica acessível “Passeios pelo Invisível – fotografias feitas por pessoas com deficiência visual”
Data: 22 a 26 de novembro
Horário: 9h às 17h
Local: SENAI Bauru
Endereço: Rua Virgílio Malta, 11-22
Para mais informações:
Júlio Riccó
(14) 3016-2232 / 8143-7909
julioricco@uol.com.br
Flávia Oliveira Machado
(16) 91551705
flaviamachad@yahoo.com.br
Dia da Consciência Negra traz jornada fotografica
O fotógrafo André Douek promove jornada fotográfica no próximo sábado, 20 de novembro de 2010, das 09h00 às 17h00.
Das 09h00 às 12h00: Saída Fotográfica
Saída para documentar fotograficamente locais e eventos interessantes da cidade de São Paulo. As imagens devem refletir o interesse de cada participante pela fotografia, pelo assunto ou pelo local fotografado. Podem ser paisagens, imagens de ação ou retratos, na área delimitada para o passeio e no prazo de três horas. A sugestão é a realização de 30 imagens para um período de três horas.
Das 12h00 às 14h00: Laboratório / Almoço
Enquanto os fotógrafos almoçam, as imagens são reveladas e ampliadas por um laboratório profissional. Cada participante arca com as despesas de revelação e ampliação de suas próprias imagens.
Das 14h00 às 17h00: O grupo de fotógrafos faz a seleção e a edição das imagens sob coordenação do professor e fotógrafo André Douek, em vista de uma exposição.
Exposição das imagens selecionadas: No Arquivo Histórico Municipal
Evento: Jornada Fotográfica – O Dia Nacional da Consciência Negra
Quando: Sábado, 20 de novembro de 2010, das 09h00 às 17h00.
Onde: Ponto de encontro na Avenida São João, 473.
Quanto: Atividade gratuita
Inscrições: Enviar nome, e-mail e telefone de contato para: andredouek@uol.com.br, até 18/11.
Informações: www.andredouek.blogspot.com ou pelo telefone (11) 9113-5311 com André Douek
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Obtenção da profundidade de campo
Por: Ranieri Ribeiro
Confira todos os posts do colaborador na seção: Simplicidade da Luz
A profundidade de Campo depende da abertura do diafragma (ou íris, para as câmeras de vídeo) e da proximidade que se está do objeto a ser fotografado ou filmado. O diafragma é um mecanismo da objetiva, composto por várias láminas justapostas, e que regula a intensidade de luz que entra na câmera. Conforme é feita esta regulagem na intensidade de luz, ela afeta a nitidez entre os planos, ou seja, a profundidade de campo.
A abertura do diafragma pode variar entre fechado e aberto, dependendo somente da objetiva utilizada para determinar os valores.
O valor do diafragma se dá através de números, conhecidos como números f ou "f-stop", e seguem um padrão numérico universal, iniciando se em 1, 1.4, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32, 45 etc. Cada numeração é 1,4x mais elevada que sua antecessora, sendo que os valores menores são os que representam maiores aberturas, que permitem maior incidencia de luz. Entretanto, são os que darão uma menor profundidade de campo. O inverso é verdadeiro, portanto, os valores maiores representam os que permitem menor incidencia de luz, e darão maior profundidade de campo.
Nas objetivas intercambiáveis de câmeras SLR, ou simplesmente reflex, há um anel regulável onde girando-o à esquerda ou à direita, seleciona se o número f (ou abertura) que lhe proporcionará a profundidade de campo desejada. Os números f são sempre apresentados em uma escala padrão. Quanto maior esse número, maior a profundidade de campo e por conseqüência, os elementos em diferentes planos ficarão nítidos.
Porém, independentemente da abertura escolhida, a proximidade que se está do objeto a ser fotografado é determinante para se ter uma grande ou baixa profundidade de campo na fotografia. Quanto mais próximo se está do assunto a se fotografar, menor será a profundidade de campo que se obterá.
Aplicações e consequências
Tendo conhecimento deste recurso, o fotógrafo poderá trabalhar com diversos planos, em diversas situações de luz.
A consequência da escolha do número f é o tempo em que a câmera necessitará para registrar a fotografia, dentro dos parâmetros que se deseja.
Numa situação de muita luz, seja no ambiente externo ou num estúdio bem iluminado, ao utilizar, por exemplo, um número f maior (ex:f/22), será necessário utilizar um tempo de exposição mais longo (controlado pelo obturador), o que pode propiciar que a fotografia saia tremida (se não for utilizado um tripé) ou com registro de movimento do assunto. Porém esta é a melhor situação de luz para se fazer estes ajustes da melhor maneira possível, tendo ainda por cima uma alta gama de tempos do obturador.
Já numa situação de pouca luz, como a noite ao ar livre, torna-se mais difícil realizar estas mudanças no diafragma, pois conforme o númerof é diminuído, menor o tempo de exposição, porém há um limite sutil onde o registro pode ocorrer de maneira errônea, devido a falha na Lei de Reciprocidade Fotográfica, onde, numa situação de pouca luz, conforme há alteração no diafragma, a alteração correspondente necessária que seria feita no obturador pode não ser suficiente, devendo ser corrigida para mais ou para menos, dependendo do suporte utilizado (sensores digitais CCD ou CMOS, ou ainda os filmes fotográficos e sua incrível gama de opções).
A escolha da profundidade é uma das opções mais importantes quando se define a abertura e o tempo durante o qual que se expõe uma fotografia.
Por exemplo, para fotografar uma pessoa e isolá-la do fundo, usa-se a menor profundidade de campo possível através de um número fmenor. Pelo contrário, ao fotografar uma paisagem grandiosa e querer que tudo o que se ve fique nítido, desde os objetos mais próximos até o infinito, deve se usar a maior profundidade de campo possível através do número f maior.
Para que se possa fotografar sem preocupar se com fotografias tremidas, recomenda se o uso de um tripé ou suporte, como uma mesa.
Foto Escambo: Território da Foto promove grande troca de imagens
Mais uma edição da forma ancestral de comércio que não utiliza o dinheiro, e sim o bem propriamente dito. A ideia é trocar uma foto pela outra, sem o valor agregado da relevância do autor. Uma troca pura e simples para fomentar o hábito de possuir e colecionar fotografias. Uma demonstração de apreço pela imagem.
Foto Escambo no Território da Foto (contato@territoriodafoto.com.br Rua Mateus Grou, 580 – Pinheiros f 11 2737 7392 /11 3032 5743) com apoio da Instancolor (Rua Muniz de Sousa, 1005 Aclimação f 11 3885-0900)
Quando: dia 20 de novembro das 11h até a última foto!
Doadores confirmados: (estes profissionais gentilmente cederam trabalhos para compor o acervo inicial):
Dirceu Maués, Luciana Whitaker, Daniel Marenco, Fernanda Chemale, Raul Krebs, Arnaldo Carvalho, Juan Esteves, Leopoldo Plenz, Gilberto Tadday, Claudio Versiani, Jonne Roriz Marcos Issa, Adri Felden, Kazuo Okubo, Felipe Lopez, Eduardo Muylaert, Lucille Kanzawa, Paula Marina, Anik Polo, Luciana Cavalcanti, Stefan Schmeling, Fernando Martinho, Fifi Tong, Du Ribeiro, Gabriel Boieras, Luciana Cattani, Galeria Experiência, Inaê Coutinho, Walter Firmo, Miguel Chikaoka e o Penna Prearo
Regras
-o Escambo é para todos, profissionais, amadores e entusiastas
-escolha de uma a cinco fotos de sua autoria. De preferência, imagens variadas.
-copie em processo para longa duração. Em papel fotográfico ou de algodão no tamanho mínimo de 20x30cm.
-não identifique suas fotos. Este procedimento visa a fortalecer o apreço pela imagem e não pelo autor.
A autoria de cada foto será revelada ao final do evento pela etiqueta numerada recebida no ato da inscrição.
Dinâmica
-inscreva as fotos antes de trocar. As inscrições serão feitas no dia do evento a partir das 11h. O processo é simples: o contato do participante é registrado e cada foto inscrita recebe uma etiqueta numerada.
-as trocas começarão `as 15h
-uma vez inscrito o participante escolhe uma foto em exposição e troca pela sua.

